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Data: 04/05/2012 Hora: 09:00:00
Professor Simões
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No inicio da década de 1950, quando foi criado e começou a funcionar o Ginásio Estadual de Agudos, uma considerável legião de intelectuais surgiu no cenário local, a qual se constituía dos novos professores que vieram para lecionar novas matérias curriculares do novo educandário. Dentre esses mestres, um de singular e simpática aparência, sempre sorridente e jovial, irradiando dinamismo e visão de homem muito viajado, o que se confirma pelas mechas de cabelos grisalhos no trato com seus semelhantes alem do carinho e afeto que dedicava aos pupilos. Era o Professor de Francês, cátedra obrigatória na época, terror dos provinciais alunos – em sua maioria provindos de famílias com pouca intimidade com os estudos -, os quais achavam coisa de outro mundo escrever-se de uma forma e pronunciar-se de outro, sem contar os hilários biquinhos que aprimoravam o sotaque... O mestre, no entanto, calmo e persistente, já com poucos meses de continuada perseverança, orgulhosamente notava triunfarem estes seus predicados, máxime pelo desusado interesse que conseguia incutir no aprendizado da matéria.

Este professor, talvez muito mais que outros, passou a gostar de Agudos. Fez muitas amizades, e, nas suas horas de folga, passeava pelos arredores do Agudos Palace Hotel (onde era hospedado), urdindo as gratas surpresas que nos havia reservado. Não tardou para que aplicasse suas economias, adquirindo três áreas de terras distintas nas cercanias da então diminuta cidade. Decidira-se por emprestar sua contribuição a um crescimento que vislumbrara; hoje realidade homenageando sua devoção (Jardim Santa Teresinha), sua esposa (Vila Honorina) e, evidentemente, a gratidão de todos os agudenses para com ele, que espontaneamente passaram a denominar toda a expansão e crescimento dos altos da cidade como VILA PROFESSOR SIMÕES.

O notável homem de letras e emérito educador teve coroadas de felicidade e sucesso suas boas intenções por uma série de bons acontecimentos que agraciaram Agudos naquela época. Quase que coincidentemente, simultânea ou sucessivamente obtivemos três dádivas gloriosas: a instalação da Companhia Paulista de Cervejas Vienense, a construção do Seminário Seráfico Santo Antonio e a vinda dos primeiros homens do Grupo Freudenberg, enamorados pelas cercanias do Piatã. Estava garantidos o povoamento sustentado dos novos loteamentos, e às famílias pioneiras que haviam se aventurados aos ermos do campo (Sr. Alberto Ricel e Se. Bragança) outras começaram a se somar, fazendo brotar residências em profusão. Agora auxiliado no Sr. WALDEMAR DE CASTRO ANDRADE um fiel estejo e incansável batalhador, o Professor viu-se transformar-se as picadas, cavas - fundas e estradas alimárias em delimitações e arruamentos se bem que ainda caminhos de chão.

Bons prefeitos se engajaram e hipotecaram irrestrito apoio à árdua tarefa de urbanização. O rompedor e primeiro alavancador dos melhoramentos obtidos foi o Professor JOSÉ NOGUEIRA DE ABREU, que diga-se de passagem, deu a agudos e à região enfocada conhecer a pavimentação asfaltica e calçamento com lajotas (fabrico municipal). Foi a seu mando que o incansável Julcir Venturini – então fiscal Geral abriu e avançou a rua 7 de setembro até onde hoje chega. Dr. João, Dr. Lopes também muito fizeram pelo referido bairro, o primeiro levando paralelepípedos do cento para as principais artérias que demandam a Borebi, e o segundo se esmerando no saneamento básico (criara o SAAE) e o aformoseamento doas vias transversais.

Inolvidável, também, foi a Administração Benázio, que veio a ratificar os bons trabalhos que a procederam, erradicando de vez questões criticas que restavam. São desse período e méritos indiscutíveis de Rubens a solução de problemas da Rua 13 de Maio, a concretização das galerias, a Praça do Relógio, o asfaltamento de longo trecho da Rodovia Agudosdomélia (extensiva ao Seminário), bem como uma serie de melhoramentos estratégicos que passaram a viabilizar a sensível prosperidade aos bairros adjacentes, no que avulta a Creche Pilar Padilha.

A vila Professor Simões ocupa uma posição privilegiada no contexto urbano da cidade; mercê de sua pujança, é quase uma cidade dentro de outra.

Muita gente entende, com toda a razão que a cidade devesse crescer mais “para os lados da Simões”, o que viria, sem duvida, acarretar notável fortalecimento do comercio e serviços agudenses. Também entendemos assim: haja vista que hoje, para grande escala da nossa população, é mais fácil tomar-se uma circular para Bauru fazer compras do que cingirmo-nos a prestigiar p que é nosso. Ora, isto é óbvio acarreta evasão da arrecadação; beneficiando o município vizinho.

 

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