Seu Navegador não tem suporte a esse JavaScript!
 
Data: 04/05/2012 Hora: 09:00:00
Parque Pampulha
Webline Sistemas

A oeste do centro de Agudos, este é o maior bairro periférico em extensão territorial de nossa cidade, cuja integração ao perímetro urbano ocorreu apenas a partir do ano de 1977. Quando ainda subúrbio, já demonstrava toda sua pujança como uma forte concentração populacional, mesclada por residências e chácaras de recreio, que variavam desde famílias de baixa renda ate proprietários de elevado poder aquisitivo. O progresso, lento e muito pouco incentivado pelas Administrações Municipais que se sucedem desde sua implantação, tem sido alcançado mercê da garra e persistência de seus moradores e alguns abnegados da iniciativa privada, os quais relutam a arrostam todas as dificuldades, buscando tornar real e atuante (pelo menos em parte) o sonho de seu idealizador – JOÃO BATISTA DA ROCHA MATTOS, o “Rochinha” – vulto dos mais carismáticos e queridos que carinhosamente devotaram todas as obras de suas vidas em prol da terra e do povo agudenses.

Origem e Implantação: Procedente de nobre e abastada dinastia paulistana, certo dia veio aqui aportar um jovial e irrequieto novo Gerente da Agencia local do poderoso Banco Noroeste do Estado de São Paulo S.A. Solteiro, galante, inteligente e de uma personalidade sem par, desde logo demonstrou animo de ficar, pelo que se casou-se e constituiu família com Da. IZELDA NAPOLEONE, filha-família das mais proeminentes, única e verdadeira musa de sua existência.  Angariou um sem numero de amigos e clientes: muitos homens de negócios entrosando-se em todas as esferas de nossa vida social, notadamente com as Autoridades locais, gratas e supedaneadas por suas qualidades benemerentes, posto que nunca se furtou e era um dos notáveis em todo e qualquer evento assistencial. Dentre as amizades que privava (como poucos), o Dr. Hugo Pinheiro Machado. Delegado de Policia e dono de vasta propriedade que se constituía nas vastas companhias de “Água do Cortado”. Convidado a conhecê-la. “Rocinha” (que tinha sempre os seus “estalos de Vieira”) encantou-se pela área qual veio em seguida a adquirir. Corriam os inícios de 1950, época áurea para Agudos, alavancada pela Administração empolgada e dinâmica de um outro grande JOÃO BATISTA, o nosso sempre saudoso “Padre Aquino”, rebentando em nosso território as nossas maiores conquistas, ponteando o advento da COMPANHIA PAULISTA DE CERVEJAS VIENENSE, que por feliz coincidência escolhera estabelecer-se nas proximidades daqueles lados. “Rochinha” nem titubeou: pôs de imediato no papel a planta de um loteamento futurista, no mesmo passo em que rasgava no chão o traçado de ruas, avenidas, praças, áreas reservadas, bosques, em clube e praias artificiais às margens de um lago que aproveitara fazer com as cristalinas águas do “Cortado”. O entusiasmo, então, era contagiante. Aos fins de semana, eram postos à disposição do povo os ônibus fretados da empresa “Miguel Leão e Filhos Ltda.”, e músicos locais animavam os bailes e folguedos de salão, máxime nas festas juninas, quando se comemorava o natalício de feliz anfitrião, e era farta e gratuita a distribuição de fogos de artifício, batata doce, pipoca, amendoim torrado e tudo mais a que se tem direito e é tradicional até o levantamento do mastro em homenagem a SÃO JOÃO.

JOSÉ ALMODOVA, ANTONIO FIORAVANTE (“Balanceiro”), JOÃO PEREIRA PARDIN são nomes que também não podem ser esquecidos, e, junto com romarias de anônimos que demandavam a passos e demarcaram os lotes, formaram um triunvirato de total apoio, confiança e fé em “Rochinha” e naquele empreendimento. Quem a isto assistiu ou pelo menos chegou a conhecer o mapa original do Parque Pampulha, comprova com que amor, sonho, poesia, romance, aquele bairro foi idealizado. Presente e Futuro: É uma pena que hoje esteja a retratar um quadro de nosso atual dura realidade.  A grande bondade e o especial carinho que “Rochinha” nutria pelos pobres, pelos parcos de recursos, talvez também tenham contribuído para a não consecução dos anseios desejados. Carente de obras urbanísticas e até de infraestrutura, encontra-se defasado, quase esquecido e muito aquém das condições mínimas alcançadas por outros bairros de nossa cidade. De algum tempo para cá, graças ao isolamento impulso que lhe quiseram emprestar a ADMINISTRAÇÃO BENAZIO, o arrojo da iniciativa particular e deveres de obras assistenciais têm sido os únicos consolos àquela vasta região. Com partes de trechos pavimentados, insipientes saneamentos básicos e outras vicissitudes primariam, ainda assim, aquele sofrido povo reluta o bosamente em seu afã diário, teimando pela ubsistencia.

O poço artesiano ali existente no alto do espigão e terras de campo – produz e fornece água da melhor qualidade, como se fosse um convite daquela gente hospitaleira para que venhamos visita-los. O majestoso supermercado da Rede “São Paulo”, bem sortidos ficando a desejar em relação aos seus congêneres, também se faz digno de visita obrigatória. O trabalho das freiras Franciscanas, com seus exemplares mutirões e obras assistenciais, valem a pena ser resaltados e conhecidos.

Por isso tudo, ou algo mais que o agudense arguto possa vislumbrar, é de todo a conclamação geral: venham ao Parque Pampulha; conheçam melhor sua cidade irmanem-se aos justos clamores daqueles que somos irmãos, muitos dos quais alijados dos tais comesinhos Direitos de Cidadania.

O crescimento de Agudos tende para aqueles lados, o que já é patente para dois núcleos habitacionais. Não encontra justificativas que um loteamento tão antigo, de tantas tradições e que acolhe uma gente laboriosa e hospitaleira esteja nas condições como denunciam as fotos a esta matéria acostada.

De mais a mais, as personalidades anônimas aos quais nos referimos já dispensaram os iniciais e maiores sacrifícios e espera de certamente de nos, a continuidade de trabalho e garantia do futuro.

O “ROCHINHA”, como maior exemplo de todos, dedicou até o ultimo dos seus dias ao PARQUE PAMPULHA, o maior de todos os bairros existentes em Agudos.

 

Enviar esta notícia para um amigo

Reportar erro