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Data: 03/05/2012 Hora: 09:00:00
Jardim Vienense
Webline Sistemas

Dos Srs. Octacílio Lodeiro e Joaquim Lisboa, proeminentes concessionários do capitalista ítalo-brasileiro (Saverio), os quais, com escritórios organizados à Rua 13 de Maio, em ponto estratégico privilegiado – por ser parada de ônibus – (entre o Bar do Rachid e o Bar São Paulo), comandavam numeroso staff de expeditos corretores imobiliários.

Algum tempo mais tarde, outras duas personalidades de escol também se engajaram na luta pelo desenvolvimento do Jardim Vienense, os quais arremataram os lotes remanescentes e buscaram dinamizar a ocupação útil dos mesmos: o Sr. Orestes Giovani Limoni e o Sr. Rogério Corradi Fogagnoli.

Ao lado destes paladinos, que empregaram muito dinheiro e os maiores esforços das melhores fases de suas vidas em prol do desenvolvimento e viabilização do Jardim Vienense, outros heróicos pioneiros também devem ser lembrados, como o Sr. Hilário Ramos e seus familiares, os Gregório, e todos quantos para lá foram num tempo em que a iluminação era na base da lamparina e a água transportada individualmente desde a distante “biquinha”. Menção honrosa também ao Sr. Virgílio Porcino de Mello, campeão na compra de lotes e construtor de inúmeras vivendas e estabelecimentos que até hoje permanecem.

Vienense de ontem e de agora: Fatores alheios e acima da boa vontade de pessoas como as que citamos, determinaram um progresso lento e bastante distanciado daquele pretendido em suas origens. O modesto poder aquisitivo da laboriosa classe operária que ali se instalou, frustrou-se ainda mais com os destinos do mercado de trabalho decadente e o quase nenhum empenho dos Governantes quanto a melhoramentos urbanísticos. Tirante um mínimo que lhes foi propiciado em Administrações Municipais esparsas, o Jardim Vienense, sem nenhum desdoiro, é um bairro extremamente carente. Só não o é mais, graças aos impulsos do Projeto Cura, conseguido na administração Benázio, que se exauriram nos limites de seus recursos.

Fases chegaram a existir – e em alguns pontos localizados permanecem -, que o início deixou lembranças, com ruas e avenidas relegadas ao abandono, esgoto a céu aberto, somados a toda gama de mazelas. Triste avaliar um loteamento tão antigo, padecendo de tantas vicissitudes.

Contudo, os bons ares e o clima festivo e amistoso de seus habitantes parecem a tudo compensar. A grande população de “bóias-frias” que cotidianamente se movimenta ao nascer e ao por do sol, empresta ao cenário um colorido e um burburinho todo especial, retratando a simplicidade e felicidade de um povo cuja profissão é a esperança.

Alegres e sempre cantantes, os nossos “vienenses” parecem também que assimilaram outras qualidades dos habitantes da capital européia que lhe emprestou o nome: são persistentes, perseverantes, leais, fieis e confiantes num futuro que lhes é prometido de ser melhor.

 

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